sexta-feira, 19 de abril de 2019

Nostalgia

Que saudade dos antigos, que podiam falar dos astros, dos deuses, do amor.
A ciência moderna, chegou de assalto e tomou de nós todas as graças de que dispunhamos na tentativa de querer que o amanhã chegasse.
O mundo está em colapso, como sempre esteve. Nunca o mundo foi bom, belo e justo. Nem tomado pelo terrível e deplorável completamente.
O diabo está aí, dia-a-dia, manifestado naquilo que te faz sofrer. O diabo desenhado pela arte ou pela religião, nem de longe combina com aquele que te assola, te toma pelo teu mais profundo sofrimento. E deus, aquele que brilha a esperança, te abandona porque não podes mais ser tolo.
Consulte os livros, o google, os universitários. Esqueça os velhos, vividos em outros tempos, que acreditavam no poder da benzedeira, da reza feminina, do broto da terra.
Estou aqui, nostálgica, implorando para que a razão me deixe e a fascinação da louca visão interna se dê em mim.
Amém!

Simone de Paula

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Natureza

Amor, você me cresce tanto.
Igual ao rio negro se unindo ao rio branco.
A união das águas.
Em uma das cenas de temperatura mais lindas que eu já vi.

ml

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Cabo de guerra

Nós, em dupla, pra mim, é uma tortura.
O corpo clama. A cabeça acelera. O instante nunca chega.
Você segura a corda frouxa. Eu seguro cordialmente, evitando colocar intensidade e força. Se eu puxo demais, noto seu peso, sua solidez, não te movo um milímetro. Desisto. Caio, levanto, largo, mas você segue lá, segurando, oferecendo o cabo solto para que eu insistentemente estique, pratique.
Prefiro as brincadeiras livres, que meu corpo não dependa do seu, que minha força não se impacte com a sua. Mas você não cede e segue o jogo do cabo de guerra.

Simone de Paula - 12/4/2019

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Tintos e tangos

Não foi um ato falho, foi um desejo assumido.
Desejo de corpo bailando.
Da familiaridade latina.
Na sonoridade do mestre Astor.
Só isso e tudo isso.


Simone de Paula - 05/4/2019


quinta-feira, 4 de abril de 2019

sexta-feira, 29 de março de 2019

Tudo passa

Vai passar?
Vai passar...
Vai passar.
Passou!

“Não há mal que não acabe
E
Nem bem que só perdure”

“E tudo passa, tudo passará....
E nada fica, nada ficará...”
(esse refrão é tão potente que nem lembro o resto da música)

E falando em música...
“Vai passar, nessa avenida um samba popular....”

Pronto, passou! 
Pra todos vocês aflitos com mercúrio retrógrado no céu, saibam, ele voltou ao movimento direto.
É incrível, mas ouvi todos os dias algo sobre isso nesse período de retrogradação do planeta no céu. E olha que ninguém que me falou disso era astrólogo. Foi um tal de jogar a culpa no raio do Mercúrio. 
Mercúrio passante, passista da avenida chamada via-lactea. Brilhando no céu, encenando a maravilha da velocidade e da constância. Experimente andar para frente e para trás. Brinque um pouco com o corpo, coreografe-se. Desafie as leis da rota pré-comcebida. Pare de andar pra frente. Vira, volta, faça outra vez. Sai da toca, larga a mira, se perde no mundo, deixa Mercúrio retrógrado ou direto te fazer errar. E não pelo erro, mas pela angústia de fazer de novo e de novo, até se encontrar no seu ato.

Hoje é sexta, dia de Conto porque conta, e eu passei por aqui.

Simone de Paula - 29/03/2019

quinta-feira, 28 de março de 2019

Leitura

Sabe quando você acreditou que não tinha valor, voz, saída?
Um quase nada de migalha no chão.
Você quase acreditou.

Agora te acolhe em teus próprios (a) braços.

Maria Laura Cesar